Terça-feira, 3 de Junho de 2008

...



De tudo, meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.


Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento.


E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama


Eu possa me dizer do amor ( que tive ) :
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.

 

Vinicius de Moraes

publicado por adnirolfpa às 07:18
link do post | diz lá.... | favorito
|
2 comentários:
De António a 3 de Junho de 2008 às 08:39
Olá:

Conheço pouco Vinicius de Moraes mas este soneto é fantástico.

António
De jangadadecanela a 3 de Junho de 2008 às 18:08
Olá,

Obrigado pela visita no meu cantinho. Este soneto respira amor, na consciência do amor...

abraço
Luís

diz lá...

.EU

.pesquisar

 

.Dezembro 2009

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
24
25
26
27
28
29
30
31

.Se bem me lembro...

. Santo e Feliz Natal

. Hibernar na Primavera????

. Patrick Swayze

. com simpatia......

. um dia de cada vez...

. Tristeza......

. Confiar.....ou não.

. SANTA PASCOA

. Coisas pequenas.

. A Saga dos Nossos bichos ...

.arquivos

.tags

. todas as tags

.favoritos

. ZHANG ZEN

. *Desfile de Rosas...by Ad...

. A VIAGEM (3º Soneto da Co...

. Ave ferida

. O PALÁCIO DE SAL

. Alguém escreveu assim ......

. ... E SE EU NÃO DIGO ÁMEN...

. O Herege

. ABC Poético

. Calor Frágil...

.links

blogs SAPO

.subscrever feeds