Segunda-feira, 13 de Outubro de 2008

...


SE EU MORRER DE MANHÃ

Se eu morrer de manhã
abre a janela devagar
e olha com rigor o dia que não tenho.

Não me lamentes. Eu não me entristeço:
ter tido a morte é mais do que mereço
se nem conheço a noite de que venho.

Deixa entrar pela casa um pouco de ar
e um pedaço de céu
- o único que sei.

Talvez um pássaro me estenda a asa
que não saber voar
foi sempre a minha lei.

Não busques o meu hálito no espelho.
Não chames o meu nome que eu não venho
e do mistério nada te direi.

Diz que não estou se alguém bater à porta.
Deixa que eu faça o meu papel de morta
pois não estar é da morte quanto sei. 
 

 

Rosa Lobato Faria

 

 

 

 

 

 

 

publicado por adnirolfpa às 09:19
link do post | favorito
De Maria João Brito de Sousa a 15 de Outubro de 2008 às 14:42
Caramba, Flor! Estiveste uns tempos muito caladinha, mas voltaste em beleza com esse magnífico poema da Rosa Lobato Faria! E a imagem... linda!
Beijo abraçado!
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